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  • Gabriel Reis, CFP®

Pensando em resgatar a Previdência Privada?

Atualizado: Abr 20

Já sabemos que o plano de PREVIDÊNCIA PRIVADA, juntamente com a poupança, é um dos investimentos mais conhecido e, consequentemente, mais realizado pelo investidor brasileiro. Em 2019, os brasileiros chegaram a somar quase 1 trilhão de reais aplicado em planos de previdência privada, isso equivale a quase 14% do PIB do país! Ou seja, durante o ano passado, muitos investidores criaram a sua previdência ou fizeram aportes nos seus planos, e isso tem uma explicação: vivíamos um momento de retomada da economia, com muitas empresas voltando a empregar, dar aumentos ou até pagar bônus. Parte da população voltou a se estabilizar financeiramente e voltou a fazer sobrar dinheiro, isso abriu espaço para novos investimentos e planejamentos de longo prazo, como a previdência privada.

Porém, em 2020 estamos vivendo a inversão desse cenário frente a crise do Coronavírus. Com boa parte do país parado devido as medidas de isolamento, as empresas começaram a flexibilizar salários ou demitir seus funcionários, fazendo parte da população ter suas rendas diminuídas ou até extintas. Como consequência inversa ao cenário de 2019, teremos falta de dinheiro no mês a mês e quem conseguiu fazer suas reservas, possivelmente precisará resgatá-las para se reorganizar, ou modificará sua carteira de investimentos para diminuir os riscos, principalmente caso essa crise perdure. Em muitos casos, esse resgate poderá ser da previdência privada, pois mesmo sendo um produto para longo prazo, muitos fundos de previdência tiveram rentabilidade negativa no último mês, inclusive fundos conservadores como os de renda fixa.

Entretanto, exatamente por ser um produto de longo prazo (aposentadoria), a previdência tem algumas “armadilhas” que podem gerar muito custo, caso o investidor precise resgatar no curto prazo. Essas armadilhas estão escondidas atrás de siglas e regimes tributários que você define no momento da aplicação. Mas me deixa explicar melhor... Hoje, o Brasil tem dois tipos principais de previdência privada, o PGBL e o VGBL. Eles possuem vantagens e desvantagens conforme a renda, o prazo e até o objetivo do investidor, porém irei focar somente no resgate de cada um deles. Por exemplo, no resgate, o PGBL é tributado sobre todo o valor que você tem no fundo, ou seja, você paga o percentual de imposto sobre todo o valor que está no plano, enquanto no VGBL você paga o percentual de imposto somente sobre o valor que você ganhou em rentabilidade e não sobre o que o que você aplicou. Outra armadilha importante é o regime de tributação, pois além dos tipos de previdência, você definiu entre os regimes PROGRESSIVO ou REGRESSIVO de imposto. Isso quer dizer que, independente de qual tipo de previdência você tem, você pode estar em uma tabela progressiva de imposto (o imposto vai aumentando conforme o VALOR DA RENDA/RESGATE), como pode estar em uma tabela regressiva de imposto (o imposto vai reduzindo conforme o TEMPO).

Então imagine que você pode estar em uma previdência PGBL de regime PROGRESSIVO e precisando resgatar todo o valor. Provavelmente você irá pagar 27,5% de imposto de renda sobre todo o valor que você tem aplicado. É MUITA COISA! Portanto, antes de qualquer movimentação (Aplicação ou Resgate), procure seu profissional de confiança para lhe explicar os detalhes e avaliar o melhor plano para você.

obs: Todos os planos de previdência possuem vantagens, até mesmo o PGBL Progressivo do exemplo. Tudo depende da renda, prazo e objetivo do investidor.

Para mais informações, entre em contato.



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